A Via Selvagem

Mulher Corpo Terra

ARTE RITUAL

Danças psico-mágicas e estados alterados de consciência ritual feminina sexualidade, fertilidade, parto, cura, morte e misticismo (iniciação) nas tradições de xamanismo Europeu e celtibérico.

Com Iris Lican e Lila Nuit

Como Mulher Medicina e artista de dança sei por experiência que performance é ritual.  

Quem se oferece à Arte como Medicina não representa algo, não somos actores, tornamo-nos os elementos com que interagimos, criamos e somos re-criadas simultaneamente.

«O que Amamos, Somos»

Somos a Água que flui, o Vento Selvagem e a Terra macia. Somos o trovão que restaura o equilíbrio através da concretização do caos. Somos uma oferenda viva ao poder da consciência no seu absoluto mistério.

A Via Selvagem é a designação de uma das mais ancestrais vias xamânicas quer portuguesas quer europeias. As danças das feiticeiras no bosque povoam o imaginário e as suas práticas despertam-nos para um espaço onde Natureza e Humanidade existem inseparávelmente. Este é um resgates de memória, de Artes Mágicas, de pertença, e sobretudo de nos reconhecermos filhas da Terra, suas guardiãs, reclamando o poder criativo que tece a fina teia que tudo permeia transformando a realidade pelo movimento, imaginação, arte e acção.

Esta é uma jornada de 13 luas, onde a cada mês nos encontramos um fim-de-semana, em círculo de Mulheres, para trabalhar corpo, resgatar memória, re-significar história pessoal e colectiva, relembrar o poder mágico do corpo, da Terra, da Alma e vive-lo na ciclicidade das estações, do tempo e das paisagens internas e externas.

« Como poderia começar uma viagem às Terras Selvagens?
A velha e peculiar dança labiríntica é um caminho, uma forma arcaica de ritual nascida de algumas das mais obscuras iniciações que alguma vez aconteceram nos montes graníticos que cobrem o chão. A dança labiríntica existe para esconder a Terra, distrair quem dança e confundir o progresso da jornada. (…)
A magia da Bruma que é tecida a cada passo pode ser definida como alquimia indescritível. Dente, osso, pau e pedra, pena, sino, espelho e concha, cabelo, corno, cinza e espinho,semente, esporo, resina e raíz; todos são colocados em contínuo movimento na dança e mexidos no caldeiro com poder ancestral até ser feita uma poção que contém a verdadeira essência desta Terra secreta. A bruma que se move nas montanhas levará o encantamento até todas as mulheres viajantes, que, enquanto caminham, notarão que os seus pés esfarrapados conhecem a dança do labirinto.
Que venha a Tempestade!- gritamos ao tempo que escurece- não irá deter-nos! Poderão vir medos e lágrimas e sombras, mas nós somos as mulheres que sobreviverão! Oferecemo-nos á Dança!»
Carolyn Hillyer em The weavers’ oracle

PROGRAMA

  • Transe e êxtase no xamanismo feminino europeu e celtibérico
  • a dança das feiticeiras, a Via Selvagem
  • A Terra Viva como casa essencial e referência primeira
  • história das danças de transe e das danças rituais pagãs na Europa ancestral
  • a evolução do símbolo como metáfora da realidade proibida
  • animais, plantas e árvores de poder
  • a roda do ano solar e lunar e a sua influência no corpo ritual
  • as estações e os ciclos da idade humana
  • os elementos essenciais: Terra, Água, Fogo, Ar, Espírito
  • O Sonho lúcido e o transe: recuperar memória através da imaginação
  • Geometria sagrada e a arquitectura mística do corpo físico
  • objectos de poder: xailes, leques, vassouras, saias, foices, peneiras, espelhos, caldeiros, máscaras, cântaros e barca
  • pão, sementes, ossos e sangue
  • os alfabetos mágicos do corpo
  • a oração
  • o oráculo
  • A poetisa: o arquétipo da mulher medial, a que assegura a comunicação entre mundos
  • a dança como confissão e sacramento
  • as danças de Vento e a escuta do inaudível
  • a pele, o pelo, o nú
  • criação ritual e criação de ritual
  • escrita criativa
  • ilustração em movimento
  • Voz do corpo
  • Recuperação do instinto e do(s) sentido(s)
  • anatomia invisível
  • poesia extática da tradição Ocidental
  • o Adufe
  • A obra de Fernando Pessoa, Dalila Pereira da Costa, Safo, John O’Donohue, Mírcea Elíade

13 fins-de-semana

Datas:

2019

  • 5 e 6 de Outubro, primeiro quarto lunar do Corvo
  • 2 e 3 Novembro, Lua Nova da Coruja
  • 21 e 22 Dezembro, Lua disseminante da Ursa

2020:

  • 11 e 12 Janeiro, Lua Cheia da Loba
  • 1 e 2 Fevereiro, primeiro quarto lunar da Cabra
  • 7 e 8 Março, Lua cheia Lebre
  • 4 e 5 Abril, primeiro quarto Lunar da Rã
  • 2 e 3 Maio, Lua crescente do Veado
  • 30 e 31 Maio, primeiro quarto lunar da Égua
  • 20 e 21 Junho, Lua Nova da Águia
  • 25 e 26 Julho, primeiro quarto Lunar da  Serpente
  • 22 e 23 Agosto,  primeiro quarto Lunar da  Raposa
  • 12 e 13 Setembro,  Lua nova da Salamandra
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